Esta resposta terá duas partes.

A primeira:

Suponhamos que isso fosse verdade. Suponhamos que sim, somos protestantes, mais somos Martinho Lutero. E daí? A Igreja do Vaticano II não tem nenhum problema com isso. De fato, o Concílio Vaticano II diz (veja Unitatis Redintegratio, nº 3 do Vaticano II) que, como protestantes, nós “somos corretamente aceitos como irmãos pelos filhos da Igreja Católica” e – note bem –  nós “não fomos de modo algum privados de significado e importância no mistério da salvação” porque “o Espírito de Cristo não se absteve de nos usar como meios de salvação que derivam sua eficácia da plenitude da graça e da verdade confiadas à Igreja”.

Somos muito honrados de ser Protestantes, já que até o próprio Deus nos usa para salvar almas! Na verdade, quando batizamos alguém, estamos usando uma ação litúrgica que “deve ser considerada capaz de dar acesso à comunidade da salvação”, então pare de se queixar de nós sermos Protestantes. Você devia se orgulhar de nós sermos protestantes! Esperamos que nos dê anéis episcopais e cruzes pectorais, assine acordos teológicos conosco, reze as vésperas conosco e, quando um de nós passar para a eternidade, esperamos que imite o Papa Bento XVI e declare que ele foi um ” Servo fiel” e que “alcançou a alegria eterna “!

Agora, para a segunda resposta. Vamos ser sérios aqui:

Promovemos algum tipo de culto inválido ‘protestantizante’? Não.

Assinamos acordos teológicos com protestantes? Não.

Afirmamos que o Espírito Santo usa as seitas protestantes como meios de salvação? Não.

Agimos como se os protestantes tivessem um mandato apostólico para pregar o Evangelho ou tornar a sociedade um lugar melhor? Não.

Doamos símbolos católicos como anéis episcopais ou cruzes peitorais a leigos protestantes vestidos de clérigos? Não.

Convidamos o clero protestante a ter cultos de adoração ecumênica conjunta ou mesmo permitimos a construção de igrejas Católico-Protestantes conjuntas, como diz o Diretório sobre o Ecumenismo de João Paulo II (n.os 137-140)? Não.

Ajudamos qualquer herege a celebrar seu falso culto “dignamente”, emprestando-lhe o que for necessário para tal, como João Paulo II disse que seus bispos podem fazer (nº 137)? Não.

Negamos, comprometemos, ou equivocamo-nos em qualquer ponto da doutrina, como ensinada pelo Concílio de Trento, contra os protestantes? Não.

Tudo isso a nova Igreja nascida do conciliábulo vaticano 2 faz, essa sim é protestante e não queremos ter parte com ela.