[A] negação que São Pedro fez no dia da Paixão não deve incomodá-lo; pois ele não perdeu a fé, mas apenas pecou quanto à confissão dela. O medo o fez desmentir o que ele acreditava. Acreditava certo, mas falou mal.”
(São Francisco de Sales, A controvérsia Católica – Parte II, Art. VI, Cap. IV, p.IV, p. 259; ênfase do blog.)

E o renomado teólogo Dominicano, Garrigou-Lagrange, também tem algo a nos ensinar a respeito:

“O pecado de Pedro, cometido na tríplice negação de Cristo em sua Paixão foi um pecado contra a confissão externa da fé: “Eu não conheço o Cristo”. Não foi comprovada a perda de fé. O Apóstolo teria perdido a fé e pecado mortalmente contra o obrigatório ato interior da fé, se ele tivesse admitido a negação em seu próprio coração ou deliberadamente duvidasse de qualquer verdade revelada sobre a qual houvesse recebido instruções suficientes. Praguejar e jurar exteriormente através do medo, ficam aquém das provas de que ele tenha feito isto.” (Pe. Reginald Garrigou-Lagrange, O.P., As Virtudes Teológicas, Vol. 1: Sobre a Fé [St. Louis, MO: Herder, 1965], p249).
E para que não reste sombra de dúvidas de quão chulo seja o “argumento” deles, lembre-se que tal acontecimento cumpria a profecia de Cristo de que “antes que o galo cantasse, Pedro o negaria três vezes” (Mateus 26:34); mas, lembremos, também, que pouco depois da sua “tríplice negação”, Pedro se arrepende amargamente e Jesus Cristo o restaura com sua “tríplice confirmação” no amor de Cristo, rendendo-lhe, assim, a responsabilidade de pastorear as suas ovelhas. (João 21:16-17)