O que, exatamente, significa ‘as portas do Inferno’ conforme o ensinamento da Igreja?

O Papa Virgílio, no II Concílio de Constantinopla, em 553 d.C., designou “as línguas dos hereges”, como sendo “as portas do inferno”.

O Papa Leão IX, em sua carta intitulada In homo pax hominibus (2 de setembro de 1053), disse a Michael Cerularius que “as portas do Inferno” são as “disputas dos hereges”. Com base nesses ensinamentos papais, o termo implica claramente que os hereges e suas heresias nunca tomarão a Igreja. Essa frase, então, ensina o dogma da Indefectibilidade da Santa Mãe Igreja.

A maioria dos leitores vai perceber onde queremos chegar.

Dadas as doutrinas católicas sobre o papado como garantia da verdadeira Fé e a indefectibilidade da Igreja, se tentarmos aplicá-las a João XXIII e aos seus sucessores, o que emerge é uma imagem absurda e grotesca para a igreja desde 1958. Essa imagem, essa Igreja do Vaticano II, definitivamente não é a igreja descrita nos pronunciamentos magisteriais que acabamos de citar.

Afirmar que apóstatas como Paulo VI, João Paulo II e Francisco – para citar apenas os mais óbvios – poderiam ser o que mantém a Igreja intacta, ou o que impede as portas do inferno de prevalecer é um completo absurdo. De fato, se a igreja do Vaticano II não é o exemplo perfeito do que uma igreja que defeccionou, é difícil imaginar o que se encaixaria melhor nessa descrição. E, embora muitos no campo semi-tradicionalista, quando encurralados, reivindiquem que a Igreja do Vaticano II não defeccionou (quer inventando desculpas ou negando o óbvio), todos sabemos que na prática todos eles estão convencidos do contrário. É justamente o que todas as suas ações objetivamente confirmam e o que eles geralmente estão prontos a admitir, em momentos que são pegos de guarda baixa (colóquios despretensiosos, fora de debates).