Uma Breve Explicação.

Como pode ser isso? O raciocínio é o seguinte:

1. As Leis e Ensinamentos oficialmente sancionados do Vaticano II e do pós-Vaticano II  incluem erros e/ou promevem o mal.

2. Porque a Igreja é indefectível, seus ensinamentos não podem mudar, e porque ela é infalível, suas leis não podem trazer o mal.

3. Portanto, é impossível que os erros e males oficialmente sancionados nas leis e ensinamentos do Vaticano II, e a partir dele, possam proceder da autoridade da Igreja.

4. Aqueles que promulgaram tais erros e males devem de alguma forma carecer de real autoridade na Igreja.

5. Canonistas e teólogos ensinam que a defecção da fé, uma vez tornada manifesta, traz consigo a perda automática dos ofícios eclesiasticos. Eles aplicam este princípio mesmo para um papa, que, pessoalmente, possa de alguma forma se tornar um herege. (Ver Heresia e perda de autoridade.)

6. Até mesmo os papas admitiram a possibilidade de que um herege pudesse um dia terminar no trono de São Pedro. Paulo IV decretou que a eleição de um tal papa seria inválida, e que ele careceria de autoridade. (Ver Heresia e perda de autoridade.)

7. Como a Igreja não pode defeccionar, mas um papa enquanto um indivíduo pode (como também, a fortiori, pode acontecer com um bispo diocesano), a melhor explicação para os erros e males do vaticano II que catalogamos é de que eles provenieram (e continuam a provir) de indivíduos que, embora ocupem o vaticano e várias outras cátedras diocesanas, de fato não possuem objetivamente autoridade canônica.

Dito de outro modo.

A fé mesma nos compele a afirmar que aqueles que ensinaram estes erros ou promulgaral leis más, apesar de qualquer aparência de autoridade que eles possam ter, não possuem de fato a autoridade da Igreja Católica. Somente assim a indefectibilidade da Igreja Católica é preservada. Devemos portanto, enquanto Católicos: afirmar que a Igreja é tanto indefectível quanto infalível, rejeitar e repudiar as alegações de que Paulo VI e seus sucessores foram verdadeiros papas. Por outro lado, deixamos para a autoridade da Igreja, quando ela estiver novamente atuando de maneira regular, declarar com autoridade que esses supostos papas foram não-papas (anti-papas). Nós, enquanto simples padres, no fim das contas, não podemos emitir juízos de autoridade que possam de maneira legal ou doutrinal vincular as consciências dos fiéis.