Objeções Frequentes

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Objeções Frequentes 2017-03-21T12:37:44+00:00
Vocês desafiam a autoridade do Papa? 2018-03-05T20:04:00+00:00

extraído de “Tradicionalistas a Infalibilidade e O papa” do Rev. Anthony Cekada

 

Catholics new to the traditional movement sometimes fear they are defying papal authority. Are they?

Católicos que não conhecem o movimento tradicional, algumas vezes, temem estar desafiando a autoridade da Igreja, a autoridade do Papa. Seria esse o caso?

A resposta é absolutamente Não. Ao contrário de muitos grupos tradicionalistas, nós não acreditamos que um católico possa acreditar simultaneamente que:

(a) As mudanças na Igreja (após o Vaticano II – 1065) foram más

(b) Os papas que promulgaram essas mudanças possuem a autoridade de Cristo na terra.

As duas coisas não podem ser verdadeiras. A autoridade da Igreja não pode ministrar o erro ou o mal.

Uma vez que se percebeu o óbvio – que as mudanças pós-vaticano II foram de fato um perigo para as almas – somente uma explicação permanece: os homens que promulgaram essas mudanças, de Paulo VI em diante, ou perderam ou nunca tiveram realmente autoridade para fazê-lo.

 

As portas do Inferno não prevalecerão 2017-03-21T12:30:46+00:00

O que, exatamente, significa ‘as portas do Inferno’ conforme o ensinamento da Igreja?

O Papa Virgílio, no II Concílio de Constantinopla, em 553 d.C., designou “as línguas dos hereges”, como sendo “as portas do inferno”.

O Papa Leão IX, em sua carta intitulada In homo pax hominibus (2 de setembro de 1053), disse a Michael Cerularius que “as portas do Inferno” são as “disputas dos hereges”. Com base nesses ensinamentos papais, o termo implica claramente que os hereges e suas heresias nunca tomarão a Igreja. Essa frase, então, ensina o dogma da Indefectibilidade da Santa Mãe Igreja.

A maioria dos leitores vai perceber onde queremos chegar.

Dadas as doutrinas católicas sobre o papado como garantia da verdadeira Fé e a indefectibilidade da Igreja, se tentarmos aplicá-las a João XXIII e aos seus sucessores, o que emerge é uma imagem absurda e grotesca para a igreja desde 1958. Essa imagem, essa Igreja do Vaticano II, definitivamente não é a igreja descrita nos pronunciamentos magisteriais que acabamos de citar.

Afirmar que apóstatas como Paulo VI, João Paulo II e Francisco – para citar apenas os mais óbvios – poderiam ser o que mantém a Igreja intacta, ou o que impede as portas do inferno de prevalecer é um completo absurdo. De fato, se a igreja do Vaticano II não é o exemplo perfeito do que uma igreja que defeccionou, é difícil imaginar o que se encaixaria melhor nessa descrição. E, embora muitos no campo semi-tradicionalista, quando encurralados, reivindiquem que a Igreja do Vaticano II não defeccionou (quer inventando desculpas ou negando o óbvio), todos sabemos que na prática todos eles estão convencidos do contrário. É justamente o que todas as suas ações objetivamente confirmam e o que eles geralmente estão prontos a admitir, em momentos que são pegos de guarda baixa (colóquios despretensiosos, fora de debates).

Pedro negou a Cristo. 2017-03-10T20:39:32+00:00

[A] negação que São Pedro fez no dia da Paixão não deve incomodá-lo; pois ele não perdeu a fé, mas apenas pecou quanto à confissão dela. O medo o fez desmentir o que ele acreditava. Acreditava certo, mas falou mal.”
(São Francisco de Sales, A controvérsia Católica – Parte II, Art. VI, Cap. IV, p.IV, p. 259; ênfase do blog.)

E o renomado teólogo Dominicano, Garrigou-Lagrange, também tem algo a nos ensinar a respeito:

“O pecado de Pedro, cometido na tríplice negação de Cristo em sua Paixão foi um pecado contra a confissão externa da fé: “Eu não conheço o Cristo”. Não foi comprovada a perda de fé. O Apóstolo teria perdido a fé e pecado mortalmente contra o obrigatório ato interior da fé, se ele tivesse admitido a negação em seu próprio coração ou deliberadamente duvidasse de qualquer verdade revelada sobre a qual houvesse recebido instruções suficientes. Praguejar e jurar exteriormente através do medo, ficam aquém das provas de que ele tenha feito isto.” (Pe. Reginald Garrigou-Lagrange, O.P., As Virtudes Teológicas, Vol. 1: Sobre a Fé [St. Louis, MO: Herder, 1965], p249).
E para que não reste sombra de dúvidas de quão chulo seja o “argumento” deles, lembre-se que tal acontecimento cumpria a profecia de Cristo de que “antes que o galo cantasse, Pedro o negaria três vezes” (Mateus 26:34); mas, lembremos, também, que pouco depois da sua “tríplice negação”, Pedro se arrepende amargamente e Jesus Cristo o restaura com sua “tríplice confirmação” no amor de Cristo, rendendo-lhe, assim, a responsabilidade de pastorear as suas ovelhas. (João 21:16-17)
O sedevacantismo é cismático. 2017-03-10T20:48:24+00:00

“Não podem, afinal, ser contados entre os cismáticos aqueles que recusam obedecer ao Romano Pontífice por considerarem a pessoa dele digna de suspeita ou duvidosamente eleita…” (Wernz-Vidal, Ius Canonicum, vol. vii, n. 398).

“Não há cisma se … se recusa a obediência na medida em que … se suspeita da pessoa do Papa ou da validade de sua eleição…” (Pe. Ignatius Szal, Communication of Catholics with Schismatics, Catholic University of America, 1948, p. 2).

“…não é cismático quem recusa submissão ao Pontífice por ter dúvidas prováveis concernentes à legitimidade da eleição dele ou do poder dele…” (De Lugo, Disp., De Virt. Fid. Div., disp xxv, sect iii, nn. 35-8).

 

Ao contrário podemos dizer que os falsos papas do vaticano 2 é quem são cismáticos.

Et hoc secundo modo posset Papa esse schismaticus, si nollet tenere cum toto Ecclesiae corpore unionem et coniunctionem quam debet, ut si tentat et totam Ecclesiam excommunicare, aut si vellet omnes ecclesiasticas caeremonias apostolica traditione firmatas evertere” (De Charitate, Disputatio XII de Schismate, sectio 1).
[N. do T. – “E deste segundo modo o Papa poderia ser cismático, caso ele não quisesse ter com todo o corpo da Igreja a união e a conjunção devida, como se ele tentasse excomungar toda a Igreja, ou se ele quisesse subverter todas as cerimônias eclesiásticas fundadas na Tradição Apostólica”.] Autor: O teólogo jesuíta Suarez (1548-1617), tão altamente louvado pelos Papas, e que deveu sua genialidade a um milagre da Santíssima Virgem.

Fonte: http://wp.me/pw2MJ-X

O Vaticano I ensinou que São Pedro teria “perpétuos sucessores” no Primado. (DZ 1825) Não significa isso que seria impossível a Igreja ficar sem um verdadeiro Papa por um tempo tão longo — desde o Vaticano II, na década de 1960, como você parece dizer? 2017-03-10T20:19:45+00:00

Não. A definição do Vaticano I se dirigia, na realidade, contra os hereges que ensinavam que o poder especial recebido de Cristo por São Pedro morreu com ele e não foi transmitido aos seus sucessores, os Papas. “Perpétuos sucessores” significa que o ofício do Primado é perpétuo: não limitado a Pedro, mas, sim, “um poder que perdurará perpetuamente até ao fim do mundo.” (Salaverri, de Ecclesia 1:385)

Mas esse ofício papal pode ficar vacante por um longo tempo sem se tornar extinto ou mudar a natureza da Igreja. Eis a explicação:

A. Dorsch (1928) “A Igreja, portanto, é uma sociedade essencialmente monárquica. Mas isso não impede que a Igreja, por um breve intervalo após a morte de um Papa, ou mesmo por muitos anos, permaneça destituída do seu cabeça. A forma monárquica da Igreja permanece intacta também nesse estado….

Assim a Igreja fica, então, realmente um corpo decapitado…. Sua forma monárquica de governo permanece, embora então de um modo diferente; isto é, permanece incompleta e a ser completada. A ordenação do todo à submissão ao Primaz dela está presente, muito embora a submissão em ato não esteja…

Por essa razão, é corretamente que se afirma que a Sé de Roma permanece, depois que morre a pessoa que nela se assenta: pois a Sé de Roma consiste essencialmente nas prerrogativas do Primaz. Essas prerrogativas são um elemento essencial e necessário da Igreja. Com elas, ademais, o Primado continua nesse ínterim, ao menos moralmente. Já a perene presença física da pessoa do cabeça, porém, não é da mesma estrita necessidade.” (de Ecclesia 2:196-7).

A Igreja já teve outros papas maus no passado! Isso não significa que não foram papas. 2017-03-10T20:22:15+00:00

Correto, porém não vem ao caso. Não estamos falando de maus Papas e sim de ‘papas’ não católicos, não trata-se de julgar pecados morais de papas e sim atentados contra a fé, pecados contra a fé. Os pecados contra a fé (como heresia ou apostasia), se são atos públicos, tornam uma pessoa não-católica e, portanto, inapta a manter ofícios na Igreja Católica. Uma explicação mais ampla pode ser adquirida aqui.

Vocês parecem protestantes. Desobedecem a Igreja e rejeitam o papa e seus ensinamentos. É isso, vocês são protestantes. 2017-03-10T20:20:41+00:00

Esta resposta terá duas partes.

A primeira:

Suponhamos que isso fosse verdade. Suponhamos que sim, somos protestantes, mais somos Martinho Lutero. E daí? A Igreja do Vaticano II não tem nenhum problema com isso. De fato, o Concílio Vaticano II diz (veja Unitatis Redintegratio, nº 3 do Vaticano II) que, como protestantes, nós “somos corretamente aceitos como irmãos pelos filhos da Igreja Católica” e – note bem –  nós “não fomos de modo algum privados de significado e importância no mistério da salvação” porque “o Espírito de Cristo não se absteve de nos usar como meios de salvação que derivam sua eficácia da plenitude da graça e da verdade confiadas à Igreja”.

Somos muito honrados de ser Protestantes, já que até o próprio Deus nos usa para salvar almas! Na verdade, quando batizamos alguém, estamos usando uma ação litúrgica que “deve ser considerada capaz de dar acesso à comunidade da salvação”, então pare de se queixar de nós sermos Protestantes. Você devia se orgulhar de nós sermos protestantes! Esperamos que nos dê anéis episcopais e cruzes pectorais, assine acordos teológicos conosco, reze as vésperas conosco e, quando um de nós passar para a eternidade, esperamos que imite o Papa Bento XVI e declare que ele foi um ” Servo fiel” e que “alcançou a alegria eterna “!

Agora, para a segunda resposta. Vamos ser sérios aqui:

Promovemos algum tipo de culto inválido ‘protestantizante’? Não.

Assinamos acordos teológicos com protestantes? Não.

Afirmamos que o Espírito Santo usa as seitas protestantes como meios de salvação? Não.

Agimos como se os protestantes tivessem um mandato apostólico para pregar o Evangelho ou tornar a sociedade um lugar melhor? Não.

Doamos símbolos católicos como anéis episcopais ou cruzes peitorais a leigos protestantes vestidos de clérigos? Não.

Convidamos o clero protestante a ter cultos de adoração ecumênica conjunta ou mesmo permitimos a construção de igrejas Católico-Protestantes conjuntas, como diz o Diretório sobre o Ecumenismo de João Paulo II (n.os 137-140)? Não.

Ajudamos qualquer herege a celebrar seu falso culto “dignamente”, emprestando-lhe o que for necessário para tal, como João Paulo II disse que seus bispos podem fazer (nº 137)? Não.

Negamos, comprometemos, ou equivocamo-nos em qualquer ponto da doutrina, como ensinada pelo Concílio de Trento, contra os protestantes? Não.

Tudo isso a nova Igreja nascida do conciliábulo vaticano 2 faz, essa sim é protestante e não queremos ter parte com ela.

 

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