FAQ – Papas do Vaticano II

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FAQ – Papas do Vaticano II 2017-06-26T18:02:33+00:00

Não podem ser verdadeiros papas católicos, porque é impossível que a autoridade da Igreja Católica Romana, que é a autoridade do próprio Cristo, dê à Igreja universal falsas doutrinas, falsas práticas litúrgicas e falsas disciplinas.

Precisamente porque a autoridade da Igreja deriva da autoridade de Cristo. O Papa é assistido pelo Espírito Santo na promulgação de dogmas e da moral, e das leis litúrgicas e disciplinas pastorais. Da mesma forma que é inimaginável que Cristo poderia promulgar esses erros ou decretar essas disciplinas pecaminosas, é igualmente inimaginável que a ajuda que Ele dá à Igreja, através do Espírito Santo, pudesse permitir tais coisas.

Portanto, o fato de que os papas do Vaticano II fizeram essas coisas já é um sinal de que eles não têm a autoridade de Cristo. Os ensinamentos do Vaticano II e as reformas que dele advêm são contrários à Fé e danosos para salvação eterna. Como a Igreja é indefectível e infalível, ela não pode dar aos fiéis doutrinas, leis, liturgias e disciplinas contrárias à Fé e danosas para salvação eterna. Desse modo, devemos concluir que este Concílio e essas reformas não provém da Igreja, assistida pelo Espírito Santo, mas de uma influência maligna dentro da Igreja. Disso decorre que aqueles que promulgaram este mau Concílio e essas más reformas não os promulgaram com a autoridade da Igreja, que é a autoridade de Cristo. Assim, essas pretensas autoridades são falsas, apesar de qualquer aparência que possam ter, apesar de uma eleição aparentemente válida ao papado.

Não temos autoridade para declará-lo legalmente. Por outro lado, como católicos, temos a obrigação de comparar o que é ensinado pelo Vaticano II com o ensinamento da Igreja Católica. A virtude da fé exige que o façamos, pois a fé é sabedoria sobrenatural e, consequentemente, exige que todo seu conteúdo seja coerente. Se não fizéssemos esta comparação, não teríamos a virtude da fé. Se constatarmos que os ensinamentos do Vaticano II não estão de acordo com o ensinamento da Fé Católica, somos obrigados a rejeitar o Concílio Vaticano II e concluirmos que aqueles que o promulgam não têm autoridade de Cristo.

Assim, concluir, privadamente, que João Paulo II é um herege, um apóstata da Fé, não é “julgar” o papa no sentido entendido pelos canonistas e teólogos. De fato, se não pudéssemos nem pensar na possibilidade de o papa ser um herege, então por que tantos teólogos falam sobre essa possibilidade e suas consequências?

Porque se João Paulo II é o papa, devemos obedecê-lo. A simples admissão de que é possível que ele, sendo papa, possa promulgar falsas doutrinas e disciplinas universais que são más, já é em si uma heresia contra o ensinamento de que a Igreja Católica é infalível nestas questões. É inconcebível que, seguindo os ensinamentos universais da Igreja ou suas disciplinas universais, você possa ser levado ao erro e ir para o Inferno. Se isso fosse possível, seria preciso concluir que a Igreja Católica Romana não é a verdadeira Igreja, mas uma instituição humana como qualquer outra falsa igreja. Além disso, peneirar os ensinamentos da Igreja é estabelecer-se como o seu próprio papa (o fiel passaria a ser ele mesmo a sua regra de fé. n.d.t.), pois sua adesão a esses ensinamentos não se basearia na autoridade da Igreja, mas sim em seu próprio “peneirar” desses ensinamentos.

Primeiro de tudo, ser o pai biológico de alguém é um fato imutável baseado na geração física. Mas ser pai espiritual de alguém não é um fato imutável porque é baseado em uma geração espiritual. Por isso, um papa sempre pode renunciar e deixar de ser o pai espiritual dos católicos. Portanto, a analogia não se aplica.

Porém, este argumento que é frequentemente usado pela Sociedade de São Pio X e outros grupos tradicionalistas, é insustentável por outra razão.

Se um papa desse a uma determinada pessoa um comando específico que fosse mau (por exemplo, para profanar um crucifixo), o argumento se aplicaria. Pois, em tal caso, o papa não estaria envolvendo toda a prática da Igreja e, portanto, não estaria envolvendo a indefectibilidade da Igreja. Mas se ele fizesse uma lei geral que todos os católicos deveriam profanar crucifixos, então a própria indefectibilidade da Igreja estaria em jogo. Pois como poderia a Igreja de Cristo fazer tal lei? Tal lei não estaria, claramente, levando todas as almas ao Inferno?

O fato de João Paulo II ter feito leis gerais que prescrevem ou mesmo permitem o mal é uma violação da indefectibilidade da Igreja.

Portanto, esse argumento não se aplica à presente crise da Igreja.

Absolutamente não. Nossa salvação eterna depende de nossa submissão ao Romano Pontífice. Portanto, a questão do papado de João Paulo (e outros) é de suprema importância, e por isso devemos resolver nossas consciências para um lado ou para o outro.

Se concluímos que o Concílio Vaticano II contradiz o ensinamento da Igreja, então devemos rejeitar João Paulo II (e sucessores) como verdadeiro papa.

Se concluímos que o Vaticano II não é uma alteração substancial da Fé Católica, então devemos aceitá-lo como um verdadeiro papa e seguir o que ele nos manda fazer.

Extraído de “Vatican II, the Pope and the Mass” por Donald J. Sanborn. 

Fonte: Traditional Mass

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